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Venham a mim, pobres e necessitados que aqui é vossa casa

Fato importante que aconteceu em uma determinada igreja, em um lindo domingo ensolarado de outono, a igreja lotada de fiéis em orações fervorosas e suplicas de pedido de clemência.

Quando adentra no templo de deus um farrapo humano, de pés descalços, roupas esfarrapadas e feridas pelo corpo, ele começa a caminhar em direção ao altar, conforme vai passando as pessoas abrem espaço com uma expressão de nojo e espanto, tapando os narizes e se afastando dele, o homem continua a sua caminhada até chegar na frente do altar. Em todos os cantos ressoam os murmúrios de irritação e descontentamento dos que ali se encontram, então dois fieis o abordaram e pediram para que ele os acompanha-se para fora da igreja, o homem baixou sua cabeça e saiu, então os fiéis voltaram para a igreja com um ar de contentamento por ter retirado o incomodo do ambiente.

Então uma das crianças que estava brincando na frente da igreja viu o homem cabisbaixo com lágrimas nos olhos e perguntou porque ele tinha sido retirado de lá, e ele respondeu:

_ Estais vendo quantos carros bonitos e novos estão aqui na frente? Como as pessoas estão arrumadas e cheirosas? então acontece que a miséria e a fome não fazem bem para eles, e meu cheiro, o cheiro dos excluídos, eles ignoram, por isto me tirarão de lá de dentro, agora com licença garotinho, que vou voltar para meu lugar onde um dia estes mesmos que hoje suplicam para serem perdoados me colocaram, e depois de mais de dois mil anos, de lá eu vejo o tamanho da falsidade e a real falta de amor que eles ainda tem pelos seus semelhantes.

E começou a caminhar entrando na igreja sem ser notado porque se tornou um espírito e subiu na cruz e de lá ficou observando o ar de santidade de todos que ali estavam, e com desdém pensou: “Lá vou eu, ouvir sempre a mesma ladainha, somente da boca para fora, com promessas de sentimentos nobres para aliviar a culpa de tanta miséria e sofrimento que esses hipócritas espalham neste mundo, então vamos lá, até o próximo domingo, se deus quiser”.

Voando com borboletas

Um casal de amantes se encontrava toda a semana para namorar, ele homem maduro e ela também.

Terça-feira  meio dia, ela liga para ele, ele atende:
_ Oi meu docinho lindo, eu estou quase louca
_ Porque minha linda?
_ Estou toda molhada, e parece que dentro de mim tem um montão de borboletas.
_ Então vamos nos encontrar, hoje depois das 6 horas.
_ Tá bom, vou te esperar.

Seis da tarde e ele esta lá  para pega–la, vão comer um lanche, tomam uma cervejinha e conversam sobre assuntos do cotidiano, então trocam olhares e percebem que o clima está ficando quente, está na hora de partir para um lugar mais reservado.

Depois do lanche vão tomar um banho para se refrescar,  começam a brincar como duas crianças, se beijando e com o sabonete um lava as partes intimas do outro, os beijos vão ficando mais intensos, mais quentes e molhados, atiçando os desejos.

Saindo do chuveiro deitam na cama, e com as brincadeiras eróticas o tempo vai passando sem que notem, naquele momento aos poucos ela começa a abrir as pernas e ele se aproxima lentamente e com sua lança começando a viagem para o interior de sua gruta umedecida e sedenta de prazer, aos poucas, sem pressa, adentra latejando, e ela com contrações, com as pernas tremendo de prazer, em um ritmo de valsa se encontram no fundo, e recomeçam, mais rápido, mas com carinho, então trocam um longo e apaixonado beijo, ele a fita bem dentro dos olhos e recomeça, como num passe de mágica ela o suga para dentro de seus olhos e ele mergulha em sua alma, maravilhado ele se entrega a deusa do amor e neste momento surgem as borboletas, como num ritual divino ele é levado para um vôo mágico, sentindo em seu rosto o frescor das asas e o carinho de seda em sua alma.

As horas se passam e repentinamente ele sente que se permanecer mais um pouco ali  nunca mais vai sair, porque as borboletas através da mulher falavam coisas de amor infinito, palavra doces como mel, então ele lembrou do canto das sereias seres mitológicos que os marinheiros tanto temiam.

E as borboletas suplicavam sua permanência, e ele voltava com mais um beijo frenético e soltando um urro de leão, como que demarcando seu território, e em movimentos frenéticos inundava a sua gruta do amor, e ela tomada por um tremor de volúpias tem incontáveis orgasmos, terminando três horas depois abraçados entre lençóis contorcidos, travesseiros desarrumados  e roupas no chão.

Entrelaçados e ofegantes, caiem nos braços de Morfeu, adormecendo um sono profundo e reconfortante, a  cidade começa a acordar e eles se levantavam, ele a leva para o trabalho e marcam um novo encontro para a próxima semana, mesma hora mesmo local.

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O autor deixa no ar se alguém de vocês alguma vez já voou com borboletas,  respondam se tiverem coragem, isto é possível, dou minha palavra  a vocês.

O homem e a passarinha, lição de vida

Um certo dia, há alguns anos atrás, um homem foi visitar um amigo. Lá chegando ele bateu em sua porta, a porta se abriu mas não foi o amigo ou sua mulher que estavam do outro lado e sim uma passarinha, pequenina estava ela muito triste, com uma das asas e uma patinha quebrada. O homem ficou consternado com o fato, pegou a passarinha e acariciou suas peninhas sem brilho, desmerecidas pelos maus tratos que recebia.

Então ele curou suas feridas e aos poucos ela foi ficando forte e bonita, retornando o brilho de suas peninhas e olhos, então aconteceu que ela o convidou para voar, o homem estava feliz e triste ao mesmo tempo, porque como ele poderia voar se não tinha asas para isto?

Então a sua tristeza momentânea acabou como num passe de mágica, ele viu que estava também com duas asas lindas e fortes, e sem pestanejar os dois alçarão um vôo espetacular, alegres e felizes em uma revoada frenética.

Então do nada surge um pássaro do paraíso e a convida para acompanha-lo, ela aceita e sai com este pássaro, em uma velocidade incrível, velocidade que o homem tentou acompanhar, porém sem sucesso perdeu as forças e caiu, se espatifando no chão.

Depois de um tempo ele pensou, “Mas eu sou um homem!” e levantou com dificuldade, correu ao espelho e viu que as asas estavam lá, então repentinamente sentiu a dor dos ferimentos, deitando em agonia ele finalmente percebeu que em troca do amor e alegria de ter salvo a passarinha, a vida havia o tratado de forma tão ingrata recebendo como recompensa dela somente o abandono e o desprezo, então suspirou e proferiu na agonia final seu ultimo pensamento “A vida não passa de um mal entendido trágico, por isto nada há a perguntar, porque não há nada a saber dela”

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Por favor, convido a todos os leitores que comentem sobre a sua interpretação da história.