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	<title>Contos e crônicas de um adorável vagabundo &#187; Uncategorized</title>
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		<title>Dois pesos e Duas Medidas</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 02:03:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde a mais tenra idade me faço uma pergunta. Para começar fui criado dentro de uma igreja, meu pai era pastor daqueles fanáticos, mas eu sempre me perguntava até onde tudo aquilo que ele pregava era verdade, e até hoje faço a mesma pergunta. Uns dias atrás vi em determinado canal de TV a notícia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde a mais tenra idade me faço uma pergunta.</p>
<p>Para começar fui criado dentro de uma igreja, meu pai era pastor daqueles fanáticos, mas eu sempre me perguntava até onde tudo aquilo que ele pregava era verdade, e até hoje faço a mesma pergunta.</p>
<p>Uns dias atrás vi em determinado canal de TV a notícia de que uma cartomante estava sendo presa por ter enganado várias pessoas, que foram atrás dela na esperança de encontrar alento para suas suplicas, problemas emocionais e doenças psicossomáticas.  Estas pessoas entregaram a ela uma soma de dinheiro, muitos deram tudo que tinham e por tal feito ela foi presa.</p>
<p>Até aí tudo bem, um preso e uma medida.  Vamos agora olhar com bastante atenção, eu vejo direto na TV vários pastores gritando aos berros e mais um monte de outros da mesma espécie fazendo cego ver, paralíticos andar, curam câncer, restauram empresas quebradas, vendem terreno no céu ao lado do tal deus e mais um monte de barbaridades.</p>
<p>Ai aflora novamente a pergunta porque a cartomante não pode e os pastores e os padres podem fazer o mesmo sem a interferência da lei? porque não são presas também se o crime é o mesmo?</p>
<p>Tudo bem não sou contra a crença de cada um, mas existe um limite entre a razão e a enganação.  Estas pessoas são levadas como rebanho para um tabernáculo e lá sofrem uma lavagem cerebral das mais intensas, sendo enganadas com falsos milagres, espoliadas de seus bens que muitas vezes foram ganhos com extremo sacrifício com a premissa de quanto mais derem a Deus mais vão receber de volta.  Como se o tal Deus tivesse necessidades de coisas materiais para viver no tal céu.</p>
<p>Sou sabedor que existe a lei da liberdade de expressão e a manifestação religiosa  mas a justiça tem que olhar com olhos mais abertos para os cultos religiosos porque ali esta uma exploração da cruz e muita enganassão.  Fico atônito do que estou vendo,  e faço a mesma pergunta do macaco: “eu só queria entederrrrrrrrrrrrrrrrr”&#8230;</p>
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		<title>Ser ateu é só isto&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 04:40:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mercinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Viver a sua vida honestamente pelo simples fato de saber que esta é a forma correta, sem a exigência de recompensas ou medo de castigos eternos . Ter a certeza que depois de sua morte , restarão apenas seus atos, que por mais insignificantes que possam parecer, poderão decidir o futuro de muitos. Acreditar na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viver a sua vida honestamente pelo simples fato de saber que esta é a forma correta, sem a exigência de recompensas ou medo de castigos eternos .</p>
<p>Ter a certeza que depois de sua morte , restarão apenas seus atos, que por mais insignificantes que possam parecer, poderão decidir o futuro de muitos.</p>
<p>Acreditar na ciência como o caminho possível de adquirir conhecimentos que ajudarão a desvendar mistérios naturais que poderão facilitar a vida do próximo.</p>
<p>Não temer a escuridão, vendo-a apenas como falta de luz, e não como esconderijo de fantasmas.</p>
<p>Adquirir a maior idade intelectual e não punitiva, sabendo que o maior tesouro da humanidade é a imaginação e a liberdade de escolher o rumo de seus pensamentos.</p>
<p>Ter a humildade de se colocar ao lado de todos os outros animais que convivem em nosso planeta, conseguindo se libertar dos fantasmas que povoavam as mentes dos nossos antepassados, não os condenando por isto.</p>
<p>Reconhecer que seu corpo pertence somente apenas ao universo, berço de toda manifestação física, a qual sempre fará parte.</p>
<p>Prestar justa homenagem a todos ancestrais, reconhecendo as incertezas e dificuldades que nos trouxeram até este ponto de evolução.</p>
<p>Rebelar-se, questionando sempre oque é imposto, na busca de verdades e da liberdade.</p>
<p>Não acreditar por medo de pecar , não se sentir obrigado por convenções a fingir que vê o que não existe.</p>
<p>Viver a vida na na mais pura essência, como o animal que é na real.</p>
<p>Ser ateu é só isto.</p>
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		<title>O filho da puta</title>
		<link>http://adoravelvagabundo.libertar.org/2009/08/27/o-filho-da-puta/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 07:07:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mercinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marcel Moreira O filho da puta O filho da puta é um puta dum filho de baixa conduta Criado no lixo, sem endereço fixo e com mulher prostituta Metido no vício, marginal de vocação, sem empregado e nem patrão Deitado na marquise, falando sozinho em seu mundo ilusório De olhos pesados, dopados, vidrados, tristes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Marcel Moreira</p>
<p>O filho da puta</p>
<p>O filho da puta é um puta dum filho de baixa conduta</p>
<p>Criado no lixo, sem endereço fixo e com mulher prostituta</p>
<p>Metido no vício, marginal de vocação, sem empregado e nem patrão</p>
<p>Deitado na marquise, falando sozinho em seu mundo ilusório</p>
<p>De olhos pesados, dopados, vidrados, tristes</p>
<p>Pela pinga barata sorvida como se fosse uísque</p>
<p>Medroso de dia, corajoso sob a lua</p>
<p>Escarrado quando sai o sol, aparecido quando a noite cai</p>
<p>Sem direito a voto, nem visto, nem veste, nem voz</p>
<p>Sobrevivente de aborto, rubéola, sarampo, cheio de piolho</p>
<p>Coxo de uma perna, anda sem bengala e é cego de um olho</p>
<p>Cheirando a urina e com resto de fezes embaixo da unha comprida</p>
<p>Por amigo um cachorro</p>
<p>Por inimigo, quase todos</p>
<p>Anestesiado de dor</p>
<p>Tem cheiro de morte e tristeza</p>
<p>Tem um pouco de homem</p>
<p>Tem um muito de fome</p>
<p>Tem dias que ele dorme</p>
<p>Tem dias que ele some</p>
<p>E volta danado com Deus</p>
<p>E deita-se em frente à Igreja pra gemer de solidão</p>
<p>O filho da puta é um puta dum filho de baixa conduta</p>
<p>Que ninguém ensinou o que é certo ou errado</p>
<p>Sobrevivente de aborto e abortado do povo</p>
<p>O último de todos, puxado com rodo</p>
<p>Humilhado na terra, não faz a mínima idéia</p>
<p>De que a justiça divina, por demais esquisita</p>
<p>Diz que o céu o espera…</p>
<p>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/</p>
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		<title>O mendigo e o cachorro</title>
		<link>http://adoravelvagabundo.libertar.org/2009/05/18/o-mendigo-e-o-cachorro/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 03:23:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mercinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O fato que vou narrar ouvi em uma colônia de pescadores  no litoral em Santa Catarina. Há muito tempo atrás um homem não muito jovem perambulava nas areias daquelas praias, tinha até uma boa aparência mas era muito mal tratado pela vida que levava, pois  vivia dos restos de alimentos a aquilo que alguém lhe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O fato que vou narrar ouvi em uma colônia de pescadores  no litoral em Santa Catarina.</p>
<p>Há muito tempo atrás um homem não muito jovem perambulava nas areias daquelas praias, tinha até uma boa aparência mas era muito mal tratado pela vida que levava, pois  vivia dos restos de alimentos a aquilo que alguém lhe desse.</p>
<p>Ele tinha um companheiro inseparável, um cachorro, eles viviam sempre juntos na fome e  na miséria da vida enfrentando o frio, as chuvas e as doenças mas eram sempre vistos juntos perambulado pelas areias brancas da praia.</p>
<p>Em noites de lua os dois se olhavam com uma espécie de encantamento mas como tudo para eles era dureza o coitado do homem  adoeceu e se recolheu em um canto, ali ficou com sua agonia de morte e aos pouco foi definhando, o cão ficou em vigília, encostando  nele como em um gesto de carinho e proteção o aquecendo durante a noite, e por vários dia e noites seu amigo ardeu em febre e delírios, morrendo após alguns dias.</p>
<p>O cão montou guarda  dia e noite até que o corpo do amigo fica-se totalmente decomposto, quando somente os ossos restaram ele cavou um buraco na areia e pegou osso por osso e enterrou deixando por ultimo o crânio do amigo, então começou a lambe-lo como fazia quando acordava seu amigo em  vida.</p>
<p>Neste momento passa um menino e o chama, ele balança o rabo e sai correndo atrás do menino, parando repentinamente, olhou para trás meteu o rabo entre as pernas como em um ato de submissão e retornou  para a onde seu amigo estava enterrado, lá deitou-se e ficou por muitos e muitos dias de vigília sem alimentos e sem água e se alguém se aproxima-se  ele rosnava, aos poucos foi ficando fraco até o dia que também morreu.</p>
<p>Mas ai seus despojos permanecerão e o tempo e o vento também se encarregarão de cobrir seus restos, mas não acabou assim, todas as noites de lua cheia a meia noite eles aparecem se olhando lado a lado, com a única riqueza da eternidade sendo o brilho da lua.</p>
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